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quarta-feira, julho 6, 2022

Preço do ‘prato feito’ tem variação de 130% em São Paulo

O preço do prato feito, tradição para milhões de pessoas que precisam almoçar diariamente fora de casa, sente os efeitos da inflação e tem variação de 130% em São Paulo. A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) visitou 100 estabelecimentos em todas as regiões da capital paulista para conferir o valor do PF, comercial, executivo, aquela refeição que leva arroz, feijão, uma proteína, salada e ainda pode ter ovo ou batatas fritas. O PF mais caro saiu por R$ 23,90 e o mais barato R$ 13,90.

A especialista da Proteste Mariana Rinaldi ressalta que o centro de São Paulo abriga a maior faixa de valores cobrados pelo PF na cidade. “Isso indica que, com o preço do prato mais caro, é possível comprar até duas unidades e meia do prato mais barato. A pesquisa evidenciou ainda que, na região sul, foi encontrado o maior preço médio do prato feito. Se o objetivo do consumidor for economizar, nós sempre indicamos a pesquisa de preços, independente da região onde ele esteja”, explica.

Mariana Rinaldi reforça que, na hora da economia, o conselho é não beber nada durante a refeição. “Recomendamos também o uso de programas de fidelidade e evitar compras por impulso, compras de itens adicionais no almoço, como bebidas e sobremesas”. A diferença de R$ 10 em um mês garantiria uma economia de R$ 220. Ao ano, a economia seria de R$ 2.420. Essa economia pode ser obtida, inclusive, ao trocar a carne bovina por frango na hora de escolher o PF.