Em entrevista bombástica feita com Oprah Winfrey, exibida neste domingo (7/3), Meghan Markle fez grandes revelações sobre sua experiência na Família Real e o racismo que presenciou vivendo na Inglaterra. Ela contou que houve comentários racistas de alguns membros da realeza em relação a sua gravidez e sobre “o quão escura a pele [do Archie] poderia ser quando ele nascesse”. 

Durante a conversa, Meghan revelou o quão difícil foi saber sobre essas “preocupações”. “Naqueles meses, quando eu estava grávida, mais ou menos nessa mesma época, tínhamos em paralelo a conversa de que ele [Archie] não teria segurança, não teria um título… e também preocupações e conversas sobre o quão escuro sua pele seria quando ele nascesse“, disse Meghan. “Isso foi retransmitido para mim de Harry, de conversas que a família teve com ele. Foi realmente difícil ver isso como conversas compartimentadas”, disse a duquesa.

Oprah chegou a perguntar a Meghan se ela revelaria quem havia dito essas coisas horríveis para o Harry. “Eu acho que isso seria muito prejudicial para eles”, respondeu a duquesa. 

Na manhã desta segunda-feira (8/3), a apresentadora comentou sobre a entrevista e essa revelação em específico. Ela disse que Harry a confirmou que “não eram seu avô ou a sua avó”, ou seja, que a Rainha Elizabeth e o Príncipe Philip não fizeram parte dessas conversas.

Mas não acabou por aí. A Meghan também disse que o palácio informou que Archie – primeiro bisneto mestiço da Rainha Elizabeth – não teria segurança privada do palácio. 

Apesar de horripilantes, as revelações de Meghan não devem gerar tanta surpresa. Durante os anos ela teve que suportar ataques racistas dos tabloides britânicos, e nas redes sociais. O fato da Família Real fazer esse tipo de comentário durante sua gravidez, reflete a sociedade preconceituosa que ainda vivemos. 

Meghan fez história, sendo a primeira mulher biracial a fazer parte da Família Real. Seu casamento com o Príncipe Harry foi marcado por muita diversidade com o coral Kingdom Choir, formado por cantores negros, e um pastor americano que em seu discurso citou Martin Luther King. Toda a cerimônia e a união dos dois em si quebrou os paradigmas da realeza britânica, uma instituição conservadora, e Meghan deve sentir orgulho disso

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